1Amostra do laudo em tomografia computadorizada

Exemplo clínico de extração quantitativa e enquadramento em coortes normativas validadas.

Segmentação discriminativa entre tecido adiposo visceral e subcutâneo

Segmentação axial discriminativa: diferenciação precisa de gordura intra-abdominal/visceral (VAT) e subcutânea (SAT).

Perfil de adiposidade central

Distribuição do Tecido Adiposo

Gordura Visceral (VAT)102,1cm²Acima de 90 cm² · referência brasileira para mulheres em L3
Gordura Subcutânea (SAT)171,9cm²Medida basal para seguimento

Gordura visceral · L3

90
referênciaassoc. adiposidade visceral

Faixa de associação, não diagnóstico. Classifica pelo corte brasileiro por sexo em L3 — 90 cm² para mulheres, 151 cm² para homens. A marca de 100 cm² do critério japonês fica declarada como segunda referência: foi obtida em corte umbilical e é igual para os dois sexos, e por isso não classifica aqui.

Gordura subcutânea · L3

sem limiar publicado

Faixa de associação, não diagnóstico. Sem limiar publicado em nenhuma modalidade. A faixa não classifica: serve de base para comparação ao longo do tempo.

Série longitudinal — gordura visceral em L3

referência 90 cm²
ExameDataValorVariação
1º desta série31/08/2026102,1 cm²
próximo exame

Neste exemplo o valor está 12,1 cm² acima do corte brasileiro de 90 cm², diferença que sozinha não distingue tendência de variação de medida. O valor isolado situa; o que orienta conduta é a direção entre dois exames do mesmo paciente, medidos do mesmo jeito. Por isso o primeiro laudo já reserva a linha do próximo — não há segundo exame desta série, e nenhum valor foi estimado para ocupá-la.

Razão VAT / SAT0,59 (predomínio central)
Impacto cardiometabólicoAssociada a resistência insulínica e a inflamação de baixo grau (Kawai 2021)

Nota clínica: A gordura visceral é um depósito metabolicamente ativo, produtor de citocinas inflamatórias (Kawai 2021). Medida por tomografia, associa-se a doença cardiovascular incidente mesmo depois do ajuste para os fatores de risco clínicos e para o IMC — risco 1,44 vez maior por desvio-padrão de área — e acrescentá-la a um modelo que já inclui o IMC melhora a predição em 16,3 % de reclassificação líquida (Britton 2013, Framingham, 3.086 pessoas, mediana de 5 anos de seguimento).

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